Coração Gelado
Guilherme estava bravo, na verdade estava furioso com o acontecera durante as horas de Sol.
-Estes humanos inúteis, se acham que irei deixar isto barato, estão muito enganados! – Guilherme chutava alguns pedaços de madeira queimada que estavam no chão, pelo jeito que deixaram a vila onde moravam os empregados, não havia sido Tobia o causador de tudo aquilo, provavelmente alguns camponeses que se encheram de coragem durante o dia e resolveram ‘organizar’ um ataque.
Guilherme olhou pra cima, para o céu, uma noite fria, como todas eram desde que ele ganhara o seu dom maldito, não poderia simplesmente ignorar tudo aquilo, não conseguiria. Os outros vampiros olhavam a cena com raiva nos olhos, mas não se manifestavam.
- Irmãos, irei procurar o gajo que teve ousadia de fazer esta algazarra aqui! Irão comigo? – Disse Guilherme encarando seus irmãos, seus caninos pontiagudos se destacavam-se em sua boca, e seus olhos brilhavam vermelhos como brasas.
-Irmão sabes muito bem que isso só irá piorar a nossa situação, só ira provocar mais a ira dos humanos contra nós. – Disse Miguel, o vampiro Gentil, tentando acalmar a situação de alguma forma, na grande maioria das vezes ele parecia ser o único a pensar.
-HAHA! Só poderia ser o maricas do meu irmão, sempre defendendo o lado mais fraco, odeio admitir, mas Inverno esta certo, não podemos deixa que essa afronta passe em branco! Vamos até a aldeia responsável e faremos a mesma coisa, ou até mais. – Disse Sétimo com um sorriso maldoso no rosto, seus olhos brilhavam como o de uma criança que espera do presente de Natal.
-Então tratemos de ir logo! Quem mais ira conosco? O Maricas ali tenho certeza que não ira. – Disse Inverno apontando para Gentil.
-Eu irei, não vou deixar o Cara-de-Bacalhau ficar com toda diversão! – Disse Baptista.
-Eu também! – Agora quem falou foi Manuel, o Vampiro que acordava os mortos.
Guilherme tomou a frente, como sempre fazia e sem esforço nenhum pulou para cima do muro com um gato.
– Ora Gajos! Iram ficar ai? – Logo depois de fazer a pergunta pulou para o outro lado e caiu sem fazer nenhum ruído.
Logo foi seguido pelos outros.
Para a sorte dos vampiros e o azar do humanos a aldeia não ficava longe do castelo. Ao chegarem, os vampiros não foram notados, estavam ocupados demais com a festa que estavam fazendo, estavam todos comemorando a aparente vitoria sobre os Malditos do Rio D’ouro.
- Estes humanos estão perdendo o respeito, agora fazem festa durante a noite – Disse Baptista olhando a algazarra feita pelos humanos.
Todos eles, Guilherme, Sétimo, Baptista e Manuel saíram das sombras, fazendo que os humanos vissem os quatro homens de olhos vermelhos feito brasas e pele pálida feito neve.
Um dos aldeões se destacou no meio da multidão com uma foice na mão.
-Voltem para o Infernos! Malditos Sanguessugas! - Disse o homem apontando a foice para Sétimo, na inútil tentativa de amedrontá-lo.
O vampiro riu.
-Ora, realmente acha que iria me causar algum medo com isso? – Sétimo disse isso enquanto quebrava a foice ao meio sem demonstrar menos esforço, o homem ficou paralisado, a ultima coisa que viu foi a gargalhada de Sétimo, que logo após arrancou a cabeça do pobre homem usando a mesma foice que minutos antes ele tinha tentado usar para ameaçar o vampiro.
Inverno levantou um homem pelo pescoço, queria saber quem era o maldito humano que tinha feito aquilo a seu castelo.
-Quem foi o responsável pelo o que fizeram ao meu castelo?! – Inverno estava com os olhos vermelho, demonstrava tanta fúria em suas palavras, que até Manuel e Baptista deram um passo para traz.
- Fo-foi o... o – Disse o homem tentando tomar fôlego para falar.
-O quem? Diga logo ô pá! – Agora foi a vez de Baptista falar.
-O... o João... ele que – o homem fez mais uma pausa para respirar, Guilherme vendo que se continuasse a apertar a garganta do pobre coitado acabaria por ficar noite toda para saber tudo o que o humano tinha a dizer, então afrouxou um pouco a mão - Ele que... que comanda essas coisas por aqui.
-Onde fica a casa dele?
-É aquela ali – Disse outro homem apontando a ultima casa do vilarejo, apesar de simples, era a maior dali.
Inverno jogou longe o homem que estava segurando, como se o mesmo não passassem de um boneco.
-Vocês – Disse Inverno olhando para os irmãos. – Acabem com tudo, matem todos e coloquem fogo nas casas, isso ficara como aviso aos próximos humanos que tentarem atacar o castelo novamente.
-E tu? O que vai fazer? – Disse Acordador.
-Eu, eu irei atrás do maldito responsável por tudo isso. – O vampiro foi em direção a casa, abriu a porta, cheiro de medo, conseguiria sentir, era um mulher, e um bebê.
-Que-quem é você?
-Digamos que vim em busca de justiça – O vampiro olhou para o lado de onde vinha a voz, a mulher estava em baixo da mesa, com o bebê que dormia tranquilamente em seus braços, Guilherme deixou seus olhos brilharem. A mulher soltou um grito ao ver que o homem era um vampiro, e um maior ainda ao ver que o maldito tinha lhe tirado a criança dos braços e agora segurava o garoto pelo pé.
-Devolva meu bebê, por favor – A voz da mulher se misturava ao pranto.
-A claro, você vai poder ficar com ele... – Inverno pagou os olhos e segurou o bebê direito nos braços – No inferno! – Disse ele enquanto arrancava a cabeça do bebê.
Depois de matar os dois que estavam na casa, saiu, e viu seus irmãos em festa e a aldeia tomada por fogo, os gritos de desespero eram musica aos seus ouvidos, não tinha conseguido pegar o maldito responsável por tal afronta, mas havia deixa um marca que não se apagaria tão cedo, uma marca de feita com fogo e sangue.
Agora voltaria para seu castelo com mais um vitoria, e com mais alguma um motivo para que temessem os Sete vampiros do Rio D’ouro, Os Sete Malditos vampiros do Rio D’ouro.
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